quinta-feira, 10 de março de 2016

Relatório da Aula de dia 20/01



Relatório da aula- Psicologia

·         Iniciamos a aula com a apresentação da Raquel;
·         De seguida passamos para uma história que o professor nos contou, de certa forma a introduzir aquilo que seria falado no decorrer da aula.
Contou-nos sobre uma conversa que teria tido com o filho a cerca da sociedade na Idade Média. Sobre o papel da Igreja e a matriz cultural que seria o cristianismo e questionamo-nos o que é que orientaria a sociedade atualmente, se ainda seriam as mesmas crenças que orientava antigamente. Concluímos que a forma como a Igreja modelou a sociedade era discutível.
Falamos também sobre a Ditadura de Salazar, onde percebemos que a sociedade apesar de reprimida em alguns aspectos, até funcionava bem e vimos também que a sociedade liberal tornou-nos desequilibrados e malandros visto que não possuímos tantas obrigacões, nem somos condicionados a fazer as coisas como eramos antigamente. E era este condicionamento que permitia que as coisas fossem bem feitas e a tempo.
·         Depois, abordamos um caso que aconteceu na Ilha do Porto Santo, onde um homem matou a ex-amante à facada. Discutimos a ideia da pena de morte. Concluimos que não é positivo de um ponto psicológico que as pessoas aprendam pelo medo do castigo (neste caso pela morte).

·         Abordamos 3 teorias da aprendizagem (Por Insight, Latente e por Observação e Imitação)
                                I.            Aprendizagem por insight
-Desenvolvido por Wolfgang Kohler
-Sujeitos experimentais: Chimpanzés

Consistia num estudo sobre a inteligência dos chimpanzés e a sua capacidade de resolução de problemas- estes estudos provaram que não se limitavam a aprender por tentativa e erro, como propunha Thorndike, mas aprendem também por insight ou compreensão súbita. A ideia do insight é por exemplo, termos um problema e é como se uma luz aparecesse na nossa cabeça com a solução.
Os estudos em questão incluíam dois tipos de situações experimentais:

1.       Experiências mais simples envolvendo elementos próximos uns dos outros: por ex. uma situação em que o chimpanzé se encontra no interior de uma jaula onde está também uma vara que foi colocada perto das grades e próxima de uma banana que se encontra pendurada no exterior da jaula fora do seu alcance.
2.       Experiências de maior dificuldade envolvendo elementos distantes uns dos outros, por ex. uma situação onde toda a disposição dos elementos é semelhante- o chimpanzé está dentro da jaula e existe uma banana no exterior fora do seu alcance-, no entanto , a vara foi colocada no interior da jaula, mas longe das grades.

O comportamento, na resolução do problema mostra-se distinto nas 2 situações. A interpretação de Kohler introduz a ideia de reestruturação do campo percetual.
Assim, quando se colocou a vara junto das grandes da jaula, mais próxima da fruta, os dois elementos foram percebidos como parte integrante da mesma situação-problema. Foi então fácil para o chimpanzé utilizar a vara para puxar a fruta para junto de si. Na segunda situação contudo, a distância existente entre os dois elemento do problema- a banana fora da jaula e a vara colocada no interior da jaula- implicou uma reestruturação do campo percetual, isto é, a compreensão dos 2 elementos como parte integrante do mesmo problema. Para que ocorresse esta reestruturação, seria necessário o insight ou a compreensão súbita uma forma de aprendizagem resultante de várias tentativas que fornecem a assimilação das relações entre elementos (soluções sem condicionamento).

-Se um chimpanzé tenta resolver um problema por tentativa e erro mas falha ele para, faz uma pausa e aborda o problema levando em linha de conta todos os elementos em seu redor até atingir o insight- ou a compreensão súbita- que o conduz à solução do problema. Em seguida aplica a solução encontrada a problemas semelhantes que surgirem no futuro. Este padrão de perceção-aprendizagem é ativo e dinâmico.

                              II.            Aprendizagem Latente
-Desenvolvido por Edward Tolman
-Utilizava ratos nas suas experiências

Tolman desenvolveu um conjunto de experiências com vários grupos de ratos e labirintos que apresentavam evidências de uma aprendizagem latente, baseada em mapas cognitivos.

Grupo 1. Os ratos deste grupo andavam pelo labirinto durante mais de 2 semanas sem receber qualquer recompensa. A maioria cometia erros e demorava até conseguir encontrar a saída do labirinto.
Grupo 2. Os ratos deste grupo recebiam comida sempre que encontravam a saída do labirinto. A maioria corria rápida e diretamente para a recompensa cometendo poucos erros.
Grupo 3. Os ratos deste grupo andavam pelo labirinto sem receber qualquer recompensa durante os primeiros dez dias. A partir daí e até ao fim recebiam recompensa sempre que encontravam a saída do labirinto. A maioria mudou drasticamente o seu comportamento e deixou de deambular perdida pelo labirinto, correndo para a saída em busca da recompensa.
Os ratos que não recebiam recompensa tinham criado mentalmente o mapa do labirinto durante as deambulações, mas não manifestaram esta aprendizagem latente até o reforço ser introduzido na experiência.
                            III.            Aprendizagem por observação e imitação
-Desenvolvido por Albert Bandura
-Utilizou Humanos e o boneco BOBO

Bandura defendia a possibilidade de haver mudança comportamental sem existência de reforço direto, através do que chamou reforço vicarante.
Este destacou  condições necessárias para que uma pessoa se transforme com sucesso num modelo de comportamento para alguém: atenção, retenção, reprodução e motivação. Primeiro há que prestar atenção ao modelo, depois, guardar o que se viu ou ouviu para que se possa imitá-lo sem erro e, por fim, é importante que existe um bom motivo para que o comportamento seja integrado no conjunto de respostas do sujeito, por ex. a expectativa de recompensa.
É no processo de modelagem assim descrito que o reforço vicariante se inscreve: o sujeito observa um modelo cujo comportamento foi reforçado.  Por exemplo, uma criança observa um irmão a arrumar os brinquedos e percebe que os adultos em seu redor elogiam e premeiam esse comportamento.  Os elogios e prémios dirigidos ao irmão (reforço vicariante) funcionam como motivação para a imitação do conjunto de respostas observado (arrumar os brinquedos), na medida em que criam a expectativa de uma recompensa.  Esta forma de reforço distingue-se claramente do reforço direto, em que o próprio sujeito recebe um premio a seguir ao comportamento desejado.  Independentemente de se tratar de um reforço direto (o comportamento do agente é reforçado) ou vicariante ( o comportamento do modelo observado é reforçado), a conduta passa a fazer parte do conjunto de respostas comportamentais do sujeito.
Ao acreditar que o ser humano pode aprender uma extensa gama de comportamentos, bastando para tal observar um modelo, avaliar as consequências da sua conduta e decidir conscientemente realizar ou não um comportamento semelhante ao observado. Bandura defende que o processo cognitivo é essencial para a aprendizagem.
Com um célebre estudo realizado em 1961, envolvendo um boneco insuflável chamado Bobo, Bandura iniciou uma importante discussão, que ainda hoje se mantém, sobre a aprendizagem de comportamentos violentos. Provando  que uma criança imita o comportamento que observa  num modelo adulto, a experiência com o boneco Bobo mostrou o poder dos exemplos agressivos em contexto social.  A experiência envolveu 72 crianças ( 36 rapazes e 36 raparigas), entre os 3 e os 6 anos, divididos em três grupos, e dois modelos adultos (um do sexo masculino e outro do sexo feminino)
Em   conjunto, Kohler, Tolman e Bandura chamaram a atençaõ para os aspetos  mais cognitivos da aprendizagem, trazendo uma abordagem complementar ás   propostas de Pavlov, Thorndike e Skinner; entre o estímulo e a reposta existe a dimensão cognitiva dos indivíduos e o seu espaço mental.  No dia a dia, as duas perspetivas (comportamental e cognitiva) são fundamentais.
Enquanto na aprendizagem comportamental o enfoque está apenas nos eventos observáveis, na aprendizagem cognitiva são feitas inferências sobre os processos mentais que não diretamente observáveis (por exemplo, mapas mentais de um labirinto).  No primeiro caso, a aprendizagem resulta da associação entre estímulos e respostas; no segundo caso, a aprendizagem decorre do processamento da informação ( isto é, o aprendiz procura a informação mais relevante do estímulo).
·         Em seguida vimos um vídeo em que os filhos imitavam os comportamentos dos pais, tanto bons como maus, refletindo a matéria falada na aula. E chegamos à conclusão que os filhos tendem a crescer e ser como os pais eram.

·         Depois vimos um vídeo do TED- Learning que explicava o seguinte
Quando imaginamos o conceito de aprendizagem aquilo que normalmente nos lembra é um grupo de alunos numa sala de aula. Contudo, na psicologia a aprendizagem tem outro significado. Para psicólogos a aprendizagem é a mudança de comportamento a longo prazo baseada na experiência. Isto distingue-se em condicionamento clássico e condicionamento operante.
Começaram por explicar o condicionamento classico que começou com Ivan Pavlov na Russia em 1890,  com experiências feitas com cães. Nestas experiencias Pavlov mostrou um naco de carne aos caes e tocou uma campainha em simultâneo, passado algum tempo os cães acabaram por associar a campainha com a carne, isto é aprenderam que sempre que tocava essa campainha iriam ser alimentados, tanto que a dada altura só por ouvir esse som os cães salivavam. Aprenderam que ao ouvir o som a expectativa era serem alimentados.
Noutra circunstância, a carne denominaria-se o estimulo incondicionado e o ato de salivar-se a resposta incondicionada. Ninguém treina os cães a salivarem-se por causa de comida. Porém quando combinamos algo que antes seria neutro como um som com um estímulo incondicionado, o estímulo que antes era neutro transforma-se num estímulo condicionado. Daí nasceu o condicionamento clássico.
Isto funciona nos humanos de maneira exactamente igual, imaginemos que vamos ao médico para levar uma vacina e a enfermeira diz-nos “isto não vai doer nada” e depois experienciamos a maior dor da nossa vida. Sempre que voltarmos a ouvir essa expressão noutro lugar, podemos até saber que nada nos vai magoar mas a nossa reação será de pânico, isto porque quando levamos a vacina e ouvimos aquela expressão ela tornou-se um estimulo condicionado que combinado com a dor que era uma resposta incondicionada leva à nossa resposta condicionada de fugir dali para fora.

Por outro lado, o condicionamento operante explica como as consequências levam a mudanças no nosso comportamento voluntário.
Neste condicionamento fazem parte dois componentes: o reforço e a punição.
O Reforço faz com que repetimos as acções já praticadas, enquanto que a Punição faz com que essa repetição de comportamentos seja menos provável.
Estes podem ser positivos ou negativos mas não significa necessariamente que sejam bons ou mais.
Positivos porque adicionam estímulos, isto pode significar recebermos sobremesa como recompensa por comermos os vegetais.
Negativos porque é nos removido um estímulo, por exemplo uma noite sem tpcs porque tivemos boa nota num teste.
Imaginemos que depois do jantar ajudamos a limpar a mesa e a lavar a loiça e a nossa mãe agradece-nos, isto é considerado um reforço positivo se fizer com que seja mais provável repetirmos a ação
O condicionamento operante rodeia-nos no nosso dia-a-dia às vezes sem darmos por ele.
POR EX.
Um grupo de cientistas, através do reforço positivo, ensinaram pombos  a escolher quadros de Monet em vez dos de Picasso. E, quando mostrados quadros de outros artistas observa-se a generalização de estímulos visto que escolhem quadros impressionistas em vez dos cubistas.

·         Para concluir a aula, falamos um pouco sobre aquilo que era a Inteligência E falamos um pouco sobre os testes de QI.

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