segunda-feira, 14 de março de 2016

"Tampões" de canábis podem acabar com dores menstruais

Marca norte-americana Foria lança produto feito apenas com ingredientes naturais

Cannabis (EPA/ABIR SULTAN)Uma nova descoberta pode ser uma vantagem para muitas mulheres: a canábis pode ser uma aliada no combate às dores menstruais e já há uma marca norte-americana que lançou uma gama de tampões com esta planta.
 
"A Foria lançou esta gama de tampões feitos apenas com ingredientes naturais, como "manteiga de cacau orgânica, dióxido de carbono extraído do azeite de canábis e canabidiol (CBD), uma das substâncias principais da planta", promete amenizar as dores das mulheres que sofrem de dismenorreia, ou cólicas menstruais, de acordo com o blog de moda do El País
O produto demora entre 15 a 30 minutos a fazer efeito e, para já, só está disponível para quem vive na Califórnia e tiver o cartão que permite comprar marijuana para uso medicional. No entanto, a marca garante que irá ajudar os novos clientes na aquisição do cartão.

O produto pode ser comprado online, mas o site só permite a entrada a maiores de 21 anos e cada pack com quatro tampões custa cerca de 44 dólares, cerca de 41 euros. 

A empresa norte-americana ficou conhecida por ter lançado, no ano passado, um lubrificante à base de óleo de coco e canábis que prometia prolongar o orgasmo feminino em até 15 minutos.  

 

FONTE:TVI24 

domingo, 13 de março de 2016

Chocolate faz bem. Mas não tanto quanto alguns estudos fazem parecer

Já disseram que o alimento previne AVC, câncer e até emagrece. Mas a verdade não é tão doce assim 

 


Você já deve ter ouvido falar dos benefícios do chocolate. Em 2015, ficou famoso um suposto estudo que dizia que o chocolate ajuda no processo de emagrecimento. Em 2016, um outro relato dizia que o chocolate contribui para o desempenho do cérebro.
A lista segue: há estudos dizendo que chocolate previne AVC, câncer, enfarto, diabetes. Parece o melhor alimento do mundo. Mas por que, então, o chocolate não está na base da pirâmide alimentar? Naturalmente, porque a verdade não é assim tão doce: as conclusões desses estudos são frequentemente manipuladas para parecerem mais atraentes ao público.
Em alguns casos, a manipulação parte dos pesquisadores. É o caso do estudo que diz que chocolate ajuda a emagrecer. Trata-se de um experimento falso criado propositalmente por um jornalista para mostrar como uso de dados científicos de má qualidade, especialmente na área alimentar, são capazes de ganhar as manchetes e alimentar a indústria de dietas da moda.
No caso do estudo mais recente, que diz que chocolate ajuda a acelerar a atividade mental, um dos autores do estudo afirmou formalmente ao jornal Washington Post” que não era possível estabelecer relação de causalidade entre comer chocolate e ter o cérebro funcionando melhor. A manchete, no entanto, noticiava os benefícios do chocolate para o cérebro.
Foto: Reprodução/Google
Chocolate: o alimento milagroso
 “É quase impossível provar [causalidade] com a maneira como desenhamos nosso estudo”, disse ele. Ou seja: não se sabe se é o chocolate que faz as pessoas ficarem mais inteligentes ou se pessoas mais inteligentes comem mais chocolate.
Há ainda um estudo que foi traduzido como “chocolate ajuda na prática de exercícios”. O real estudo, no entanto, foi conduzido em ratos. Não se sabe se o efeito funcionaria em humanos.
Há, sim, associação do alimento à prevenção do câncer, de pressão alta e problemas arteriais. Ainda assim, eles se referem a tipos específicos de chocolate, em quantidades muito pequenas. Muitas vezes, os processos de manufatura tradicionais do cacau em chocolate eliminam essas substâncias.
Além disso, vários desses estudos levam em consideração quantidades específicas das substâncias benéficas. Se houver variação, o efeito pode ser contrário àquele que os estudos (e as manchetes) relatam.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Sim, eu tenho medo de viajar sozinha. Mas vou

"Então mas não tens medo de ir sozinha?” Quando uma mulher decide viajar sozinha, além da mochila, é também o peso desta pergunta que carrega nos ombros. Sozinha, ou acompanhada por outras mulheres, fi-lo muitas vezes ao longo da minha vida e de todas as vezes ouvi esta pergunta repetidamente antes de embarcar. Medo? Claro que sim. Mas estar dependente de presença de outrem para garantir a minha segurança enquanto ser humano, e satisfazer a vontade de ver o mundo, simplesmente nunca me fez sentido.


Quando se é mulher, a sombra da possibilidade de sermos assediadas pelo caminho, roubadas, eventualmente agredidas, violadas ou até mortas está presente na cabeça de quem se mete à estrada. Muitas vezes até de forma inconsciente, mas a sombra, essa está lá. Por mais descontraídas que sejamos, por mais ou menos civilizado que seja o destino. Mas isso não quer dizer que deixemos de ir. Não ir seria vivermos numa redoma, seria resignarmo-nos. E resignarmo-nos seria desistir de algo que deveria ser simples para qualquer pessoa, independentemente do género. Seria deixarmos de acreditar que existem pessoas boas mundo fora, e existem tantas que se cruzam connosco quando viajamos sozinhas. Seria ceder ao peso daquilo que poucos gostam de admitir, mas que todos sabemos ser verdade: o mundo continua a ser um lugar mais perigoso para as mulheres do que para os homens.

Marina Menegazzo e Maria José Coni eram duas jovens mulheres argentinas que se fizeram à estrada no início deste ano rumo ao Equador. Iam de férias, cheias de curiosidade, de vontade de conhecer o país, a sua cultura, as suas gentes. Foram dadas como desaparecidas no final de fevereiro. O mundo assistiu com horror ao aparecimento macabro dos corpos, com marcas da violência extrema. Na semana passada, os homens que as assassinaram confessaram o crime. Resumindo: duas mulheres foram de férias. Um grupo de homens achou-as ‘apetecíveis’ e fez-lhes uma emboscada para as tentar violar. Elas, como qualquer pessoa faria, resistiram. E foram mortas à paulada e à facada por isso.

“O que faziam duas mulheres a viajarem sozinhas?”

Marina Menegazzo e Maria José Coni
Marina Menegazzo e Maria José Coni
Foi no Equador, um país onde como todos sabemos a violência contra as mulheres é comum. Mas podia ter sido em Lisboa, onde ainda todos nos lembramos, por exemplo, do relato da jovem italiana que foi sequestrada num quarto de hotel junto à baixa da cidade há uns anos, e violada dia após dia. Ou em Nova Iorque, em Paris, em Bombaim, em Banguecoque, no Rio de Janeiro, na Cidade do Cabo. A lista de possíveis cenários para um ataque a uma mulher sozinha – seja a viajar ou não - é infindável. Mais uma vez, porque a realidade é esta: o mundo continua a ser um lugar mais perigoso para as mulheres do que para os homens.
Quando olhamos para histórias hediondas como a do assassinato destas argentinas a única coisa que deveríamos ver era o crime e as razões que levam a que tal aconteça. Contudo, quando falamos de razões erguem-se comentários que todos deveríamos considerar inaceitáveis, até porque se fossem dois homens estes bem provavelmente não seriam feitos : “O que faziam duas mulheres sozinhas no Equador?”. “Que roupas tinham vestidas quando foram abordadas pelos homens?”. “Viajavam sozinhas, estavam à espera do quê?”.
É curioso que se continue a achar que elas viajavam “sozinhas”, quando eram duas. Elas viajavam acompanhadas uma pela outra. Mas o que este pensamento implica é que mulheres que viajam juntas, sem uma presença masculina, estão sozinhas. E estando ‘sozinhas’, são potenciais alvos para situações abusivas que não aconteceriam tão facilmente na presença de um homem. Percebem quão nefasto isto é?
Tudo isto até faria muito sentido ao falarmos de zonas conflituosas. Aliás, é senso comum evitarmos locais e situações onde o perigo é latente, sejamos nós homens ou mulheres. Cuidado e bom senso todos temos de ter. Mas continuarmos a dizer às mulheres que elas devem evitar viajar sem um homem – isto não vos faz lembrar a Arábia Saudita, por exemplo? - para se protegerem de eventuais perigos, é perpetuar a ideia de que o problema está nelas. De que caso algo de mal aconteça, elas têm parte da culpa. Porque foram, sendo mulheres.
Em vez de perguntarmos “o que estavam elas a fazer sozinhas no Equador?”, deveríamos começar antes a perguntar “o que é que podemos fazer para mudar o comportamento dos homens em relação às mulheres?” mundo fora. O problema não reside numa mulher que viaja sozinha, o problema ainda está na forma como uma boa parte do mundo – arriscaria mesmo a dizer, dos homens – continua a olhar para a figura feminina. A diminuí-la, a desrespeitá-la, a considerá-la um pedaço de carne, um alvo fácil. Foi isso que aconteceu com estas mulheres argentinas. A culpa, não convém esquecer, é exclusivamente de quem comete um crime tão bárbaro.
Deixo-vos em baixo a carta escrita pela estudante paraguaia, Guadalupe Acosta, que se tornou viral nos últimos dias. Uma homenagem a todas as mulheres que não se resignam.

“Ontem mataram-me

Neguei deixar que me tocassem e com um pau rebentaram-me o crânio. Deram-me uma facada e deixaram-me sangrar até morrer. Como lixo, colocaram-me num saco de plástico preto, enrolada com fita adesiva, e fui largada numa praia, onde horas mais tarde me encontraram.
Mas, pior do que a morte, foi a humilhação que veio depois.
A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender.
Que roupa estava a usar? Por que é que estava sozinha? Por que é que uma mulher quer viajar sem companhia? Foi-se meter num bairro perigoso, estava à espera de quê?
Criticaram os meus pais, por me darem asas, por deixarem que eu fosse independente, como qualquer ser humano. Disseram-lhes que com certeza estaríamos drogadas e fomos à procura, que alguma coisa fizemos, que deviam ter-nos vigiado.
E só morta eu entendi que para o mundo eu não sou igual a um homem. Que morrer foi culpa minha, que sempre vai ser. Porque se o título dissesse “foram mortos dois jovens viajantes” as pessoas estariam a dar as suas condolências e, com o seu discurso falso e hipócrita, com uma falsa moral, pediriam pena máxima para os assassinos.
Mas, como sou mulher, é minimizado. Torna-se menos grave porque, claro, eu estava a pedi-las. Fazia o que eu queria, encontrei o que merecia por não ser submissa, por não querer ficar em casa, por investir o meu próprio dinheiro nos meus sonhos. Por isso e por muito mais, condenaram-me.
E sofri, porque já não estou aqui. Mas tu estás. E és mulher. E tens que aguentar que continuem a esfregar-te na cara o mesmo discurso de “fazer-se respeitar”, de que a culpa é tua quando gritam e querem pegar/lamber/chupar os teus genitais na rua por usares uns calções com 40 graus de calor, de que se viajas sozinha és uma “louca” e muito provavelmente se aconteceu alguma coisa, se espezinharam os teus direitos, tu é que te puseste a jeito.
Peço-te que por mim e por todas as mulheres que foram caladas, silenciadas e que tiveram as suas vidas e os seus sonhos destruídos, levanta a voz. Vamos combater, eu ao teu lado, em espírito, e prometo que um dia seremos tantas que não haverá quantidade de sacos de plástico suficiente para nos calar.”
Guadalupe Acosta

Fonte: Expresso

Relatório da Aula de dia 20/01



Relatório da aula- Psicologia

·         Iniciamos a aula com a apresentação da Raquel;
·         De seguida passamos para uma história que o professor nos contou, de certa forma a introduzir aquilo que seria falado no decorrer da aula.
Contou-nos sobre uma conversa que teria tido com o filho a cerca da sociedade na Idade Média. Sobre o papel da Igreja e a matriz cultural que seria o cristianismo e questionamo-nos o que é que orientaria a sociedade atualmente, se ainda seriam as mesmas crenças que orientava antigamente. Concluímos que a forma como a Igreja modelou a sociedade era discutível.
Falamos também sobre a Ditadura de Salazar, onde percebemos que a sociedade apesar de reprimida em alguns aspectos, até funcionava bem e vimos também que a sociedade liberal tornou-nos desequilibrados e malandros visto que não possuímos tantas obrigacões, nem somos condicionados a fazer as coisas como eramos antigamente. E era este condicionamento que permitia que as coisas fossem bem feitas e a tempo.
·         Depois, abordamos um caso que aconteceu na Ilha do Porto Santo, onde um homem matou a ex-amante à facada. Discutimos a ideia da pena de morte. Concluimos que não é positivo de um ponto psicológico que as pessoas aprendam pelo medo do castigo (neste caso pela morte).

·         Abordamos 3 teorias da aprendizagem (Por Insight, Latente e por Observação e Imitação)
                                I.            Aprendizagem por insight
-Desenvolvido por Wolfgang Kohler
-Sujeitos experimentais: Chimpanzés

Consistia num estudo sobre a inteligência dos chimpanzés e a sua capacidade de resolução de problemas- estes estudos provaram que não se limitavam a aprender por tentativa e erro, como propunha Thorndike, mas aprendem também por insight ou compreensão súbita. A ideia do insight é por exemplo, termos um problema e é como se uma luz aparecesse na nossa cabeça com a solução.
Os estudos em questão incluíam dois tipos de situações experimentais:

1.       Experiências mais simples envolvendo elementos próximos uns dos outros: por ex. uma situação em que o chimpanzé se encontra no interior de uma jaula onde está também uma vara que foi colocada perto das grades e próxima de uma banana que se encontra pendurada no exterior da jaula fora do seu alcance.
2.       Experiências de maior dificuldade envolvendo elementos distantes uns dos outros, por ex. uma situação onde toda a disposição dos elementos é semelhante- o chimpanzé está dentro da jaula e existe uma banana no exterior fora do seu alcance-, no entanto , a vara foi colocada no interior da jaula, mas longe das grades.

O comportamento, na resolução do problema mostra-se distinto nas 2 situações. A interpretação de Kohler introduz a ideia de reestruturação do campo percetual.
Assim, quando se colocou a vara junto das grandes da jaula, mais próxima da fruta, os dois elementos foram percebidos como parte integrante da mesma situação-problema. Foi então fácil para o chimpanzé utilizar a vara para puxar a fruta para junto de si. Na segunda situação contudo, a distância existente entre os dois elemento do problema- a banana fora da jaula e a vara colocada no interior da jaula- implicou uma reestruturação do campo percetual, isto é, a compreensão dos 2 elementos como parte integrante do mesmo problema. Para que ocorresse esta reestruturação, seria necessário o insight ou a compreensão súbita uma forma de aprendizagem resultante de várias tentativas que fornecem a assimilação das relações entre elementos (soluções sem condicionamento).

-Se um chimpanzé tenta resolver um problema por tentativa e erro mas falha ele para, faz uma pausa e aborda o problema levando em linha de conta todos os elementos em seu redor até atingir o insight- ou a compreensão súbita- que o conduz à solução do problema. Em seguida aplica a solução encontrada a problemas semelhantes que surgirem no futuro. Este padrão de perceção-aprendizagem é ativo e dinâmico.

                              II.            Aprendizagem Latente
-Desenvolvido por Edward Tolman
-Utilizava ratos nas suas experiências

Tolman desenvolveu um conjunto de experiências com vários grupos de ratos e labirintos que apresentavam evidências de uma aprendizagem latente, baseada em mapas cognitivos.

Grupo 1. Os ratos deste grupo andavam pelo labirinto durante mais de 2 semanas sem receber qualquer recompensa. A maioria cometia erros e demorava até conseguir encontrar a saída do labirinto.
Grupo 2. Os ratos deste grupo recebiam comida sempre que encontravam a saída do labirinto. A maioria corria rápida e diretamente para a recompensa cometendo poucos erros.
Grupo 3. Os ratos deste grupo andavam pelo labirinto sem receber qualquer recompensa durante os primeiros dez dias. A partir daí e até ao fim recebiam recompensa sempre que encontravam a saída do labirinto. A maioria mudou drasticamente o seu comportamento e deixou de deambular perdida pelo labirinto, correndo para a saída em busca da recompensa.
Os ratos que não recebiam recompensa tinham criado mentalmente o mapa do labirinto durante as deambulações, mas não manifestaram esta aprendizagem latente até o reforço ser introduzido na experiência.
                            III.            Aprendizagem por observação e imitação
-Desenvolvido por Albert Bandura
-Utilizou Humanos e o boneco BOBO

Bandura defendia a possibilidade de haver mudança comportamental sem existência de reforço direto, através do que chamou reforço vicarante.
Este destacou  condições necessárias para que uma pessoa se transforme com sucesso num modelo de comportamento para alguém: atenção, retenção, reprodução e motivação. Primeiro há que prestar atenção ao modelo, depois, guardar o que se viu ou ouviu para que se possa imitá-lo sem erro e, por fim, é importante que existe um bom motivo para que o comportamento seja integrado no conjunto de respostas do sujeito, por ex. a expectativa de recompensa.
É no processo de modelagem assim descrito que o reforço vicariante se inscreve: o sujeito observa um modelo cujo comportamento foi reforçado.  Por exemplo, uma criança observa um irmão a arrumar os brinquedos e percebe que os adultos em seu redor elogiam e premeiam esse comportamento.  Os elogios e prémios dirigidos ao irmão (reforço vicariante) funcionam como motivação para a imitação do conjunto de respostas observado (arrumar os brinquedos), na medida em que criam a expectativa de uma recompensa.  Esta forma de reforço distingue-se claramente do reforço direto, em que o próprio sujeito recebe um premio a seguir ao comportamento desejado.  Independentemente de se tratar de um reforço direto (o comportamento do agente é reforçado) ou vicariante ( o comportamento do modelo observado é reforçado), a conduta passa a fazer parte do conjunto de respostas comportamentais do sujeito.
Ao acreditar que o ser humano pode aprender uma extensa gama de comportamentos, bastando para tal observar um modelo, avaliar as consequências da sua conduta e decidir conscientemente realizar ou não um comportamento semelhante ao observado. Bandura defende que o processo cognitivo é essencial para a aprendizagem.
Com um célebre estudo realizado em 1961, envolvendo um boneco insuflável chamado Bobo, Bandura iniciou uma importante discussão, que ainda hoje se mantém, sobre a aprendizagem de comportamentos violentos. Provando  que uma criança imita o comportamento que observa  num modelo adulto, a experiência com o boneco Bobo mostrou o poder dos exemplos agressivos em contexto social.  A experiência envolveu 72 crianças ( 36 rapazes e 36 raparigas), entre os 3 e os 6 anos, divididos em três grupos, e dois modelos adultos (um do sexo masculino e outro do sexo feminino)
Em   conjunto, Kohler, Tolman e Bandura chamaram a atençaõ para os aspetos  mais cognitivos da aprendizagem, trazendo uma abordagem complementar ás   propostas de Pavlov, Thorndike e Skinner; entre o estímulo e a reposta existe a dimensão cognitiva dos indivíduos e o seu espaço mental.  No dia a dia, as duas perspetivas (comportamental e cognitiva) são fundamentais.
Enquanto na aprendizagem comportamental o enfoque está apenas nos eventos observáveis, na aprendizagem cognitiva são feitas inferências sobre os processos mentais que não diretamente observáveis (por exemplo, mapas mentais de um labirinto).  No primeiro caso, a aprendizagem resulta da associação entre estímulos e respostas; no segundo caso, a aprendizagem decorre do processamento da informação ( isto é, o aprendiz procura a informação mais relevante do estímulo).
·         Em seguida vimos um vídeo em que os filhos imitavam os comportamentos dos pais, tanto bons como maus, refletindo a matéria falada na aula. E chegamos à conclusão que os filhos tendem a crescer e ser como os pais eram.

·         Depois vimos um vídeo do TED- Learning que explicava o seguinte
Quando imaginamos o conceito de aprendizagem aquilo que normalmente nos lembra é um grupo de alunos numa sala de aula. Contudo, na psicologia a aprendizagem tem outro significado. Para psicólogos a aprendizagem é a mudança de comportamento a longo prazo baseada na experiência. Isto distingue-se em condicionamento clássico e condicionamento operante.
Começaram por explicar o condicionamento classico que começou com Ivan Pavlov na Russia em 1890,  com experiências feitas com cães. Nestas experiencias Pavlov mostrou um naco de carne aos caes e tocou uma campainha em simultâneo, passado algum tempo os cães acabaram por associar a campainha com a carne, isto é aprenderam que sempre que tocava essa campainha iriam ser alimentados, tanto que a dada altura só por ouvir esse som os cães salivavam. Aprenderam que ao ouvir o som a expectativa era serem alimentados.
Noutra circunstância, a carne denominaria-se o estimulo incondicionado e o ato de salivar-se a resposta incondicionada. Ninguém treina os cães a salivarem-se por causa de comida. Porém quando combinamos algo que antes seria neutro como um som com um estímulo incondicionado, o estímulo que antes era neutro transforma-se num estímulo condicionado. Daí nasceu o condicionamento clássico.
Isto funciona nos humanos de maneira exactamente igual, imaginemos que vamos ao médico para levar uma vacina e a enfermeira diz-nos “isto não vai doer nada” e depois experienciamos a maior dor da nossa vida. Sempre que voltarmos a ouvir essa expressão noutro lugar, podemos até saber que nada nos vai magoar mas a nossa reação será de pânico, isto porque quando levamos a vacina e ouvimos aquela expressão ela tornou-se um estimulo condicionado que combinado com a dor que era uma resposta incondicionada leva à nossa resposta condicionada de fugir dali para fora.

Por outro lado, o condicionamento operante explica como as consequências levam a mudanças no nosso comportamento voluntário.
Neste condicionamento fazem parte dois componentes: o reforço e a punição.
O Reforço faz com que repetimos as acções já praticadas, enquanto que a Punição faz com que essa repetição de comportamentos seja menos provável.
Estes podem ser positivos ou negativos mas não significa necessariamente que sejam bons ou mais.
Positivos porque adicionam estímulos, isto pode significar recebermos sobremesa como recompensa por comermos os vegetais.
Negativos porque é nos removido um estímulo, por exemplo uma noite sem tpcs porque tivemos boa nota num teste.
Imaginemos que depois do jantar ajudamos a limpar a mesa e a lavar a loiça e a nossa mãe agradece-nos, isto é considerado um reforço positivo se fizer com que seja mais provável repetirmos a ação
O condicionamento operante rodeia-nos no nosso dia-a-dia às vezes sem darmos por ele.
POR EX.
Um grupo de cientistas, através do reforço positivo, ensinaram pombos  a escolher quadros de Monet em vez dos de Picasso. E, quando mostrados quadros de outros artistas observa-se a generalização de estímulos visto que escolhem quadros impressionistas em vez dos cubistas.

·         Para concluir a aula, falamos um pouco sobre aquilo que era a Inteligência E falamos um pouco sobre os testes de QI.