Relatório da aula- Psicologia
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Iniciamos a aula com a apresentação da Raquel;
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De seguida passamos para uma história que o
professor nos contou, de certa forma a introduzir aquilo que seria falado no
decorrer da aula.
Contou-nos sobre uma conversa que teria
tido com o filho a cerca da sociedade na Idade Média. Sobre o papel da Igreja e
a matriz cultural que seria o cristianismo e questionamo-nos o que é que
orientaria a sociedade atualmente, se ainda seriam as mesmas crenças que orientava
antigamente. Concluímos que a forma como a Igreja modelou a sociedade era
discutível.
Falamos também sobre a Ditadura de Salazar,
onde percebemos que a sociedade apesar de reprimida em alguns aspectos, até
funcionava bem e vimos também que a sociedade liberal tornou-nos
desequilibrados e malandros visto que não possuímos tantas obrigacões, nem
somos condicionados a fazer as coisas como eramos antigamente. E era este
condicionamento que permitia que as coisas fossem bem feitas e a tempo.
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Depois, abordamos um caso que aconteceu na Ilha
do Porto Santo, onde um homem matou a ex-amante à facada. Discutimos a ideia da
pena de morte. Concluimos que não é positivo de um ponto psicológico que as
pessoas aprendam pelo medo do castigo (neste caso pela morte).
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Abordamos 3 teorias da aprendizagem (Por
Insight, Latente e por Observação e Imitação)
I.
Aprendizagem por insight
-Desenvolvido por Wolfgang Kohler
-Sujeitos
experimentais: Chimpanzés

Consistia num estudo sobre a inteligência dos chimpanzés e a
sua capacidade de resolução de problemas- estes estudos provaram que não se
limitavam a aprender por tentativa e erro, como propunha Thorndike, mas
aprendem também por insight ou compreensão súbita. A ideia do insight é por
exemplo, termos um problema e é como se uma luz aparecesse na nossa cabeça com
a solução.
Os estudos em questão incluíam dois tipos de situações
experimentais:
1.
Experiências mais simples envolvendo elementos
próximos uns dos outros: por ex. uma situação em que o chimpanzé se encontra no
interior de uma jaula onde está também uma vara que foi colocada perto das
grades e próxima de uma banana que se encontra pendurada no exterior da jaula
fora do seu alcance.
2.
Experiências de maior dificuldade envolvendo
elementos distantes uns dos outros, por ex. uma situação onde toda a disposição
dos elementos é semelhante- o chimpanzé está dentro da jaula e existe uma
banana no exterior fora do seu alcance-, no entanto , a vara foi colocada no
interior da jaula, mas longe das grades.
O comportamento, na resolução do
problema mostra-se distinto nas 2 situações. A interpretação de Kohler introduz
a ideia de reestruturação do campo percetual.
Assim, quando se colocou a vara
junto das grandes da jaula, mais próxima da fruta, os dois elementos foram
percebidos como parte integrante da mesma situação-problema. Foi então fácil
para o chimpanzé utilizar a vara para puxar a fruta para junto de si. Na
segunda situação contudo, a distância existente entre os dois elemento do
problema- a banana fora da jaula e a vara colocada no interior da jaula-
implicou uma reestruturação do campo percetual, isto é, a compreensão dos 2
elementos como parte integrante do mesmo problema. Para que ocorresse esta
reestruturação, seria necessário o insight ou a compreensão súbita uma forma de
aprendizagem resultante de várias tentativas que fornecem a assimilação das
relações entre elementos (soluções sem condicionamento).
-Se um chimpanzé tenta resolver
um problema por tentativa e erro mas falha ele para, faz uma pausa e aborda o
problema levando em linha de conta todos os elementos em seu redor até atingir
o insight- ou a compreensão súbita- que o conduz à solução do problema. Em
seguida aplica a solução encontrada a problemas semelhantes que surgirem no
futuro. Este padrão de perceção-aprendizagem é ativo e dinâmico.
II.
Aprendizagem Latente
-Desenvolvido por Edward Tolman
-Utilizava
ratos nas suas experiências
Tolman desenvolveu um conjunto de experiências com vários
grupos de ratos e labirintos que apresentavam evidências de uma aprendizagem
latente, baseada em mapas cognitivos.
Grupo 1. Os ratos
deste grupo andavam pelo labirinto durante mais de 2 semanas sem receber
qualquer recompensa. A maioria cometia erros e demorava até conseguir encontrar
a saída do labirinto.
Grupo 2. Os ratos
deste grupo recebiam comida sempre que encontravam a saída do labirinto. A
maioria corria rápida e diretamente para a recompensa cometendo poucos erros.
Grupo 3. Os ratos
deste grupo andavam pelo labirinto sem receber qualquer recompensa durante os
primeiros dez dias. A partir daí e até ao fim recebiam recompensa sempre que
encontravam a saída do labirinto. A maioria mudou drasticamente o seu
comportamento e deixou de deambular perdida pelo labirinto, correndo para a
saída em busca da recompensa.
Os ratos que não recebiam recompensa tinham criado
mentalmente o mapa do labirinto durante as deambulações, mas não manifestaram
esta aprendizagem latente até o reforço ser introduzido na experiência.
III.
Aprendizagem por observação e imitação
-Desenvolvido por Albert Bandura
-Utilizou
Humanos e o boneco BOBO
Bandura defendia a possibilidade de haver mudança
comportamental sem existência de reforço direto, através do que chamou reforço
vicarante.
Este destacou
condições necessárias para que uma pessoa se transforme com sucesso num
modelo de comportamento para alguém: atenção, retenção, reprodução e motivação.
Primeiro há que prestar atenção ao modelo, depois, guardar o que se viu ou
ouviu para que se possa imitá-lo sem erro e, por fim, é importante que existe
um bom motivo para que o comportamento seja integrado no conjunto de respostas
do sujeito, por ex. a expectativa de recompensa.
É no processo de modelagem assim descrito que o reforço
vicariante se inscreve: o sujeito observa um modelo cujo comportamento foi
reforçado. Por exemplo, uma criança
observa um irmão a arrumar os brinquedos e percebe que os adultos em seu redor
elogiam e premeiam esse comportamento.
Os elogios e prémios dirigidos ao irmão (reforço vicariante) funcionam
como motivação para a imitação do conjunto de respostas observado (arrumar os
brinquedos), na medida em que criam a expectativa de uma recompensa. Esta forma de reforço distingue-se claramente
do reforço direto, em que o próprio sujeito recebe um premio a seguir ao
comportamento desejado.
Independentemente de se tratar de um reforço direto (o comportamento do
agente é reforçado) ou vicariante ( o comportamento do modelo observado é
reforçado), a conduta passa a fazer parte do conjunto de respostas
comportamentais do sujeito.
Ao acreditar que o ser humano pode aprender uma extensa gama
de comportamentos, bastando para tal observar um modelo, avaliar as
consequências da sua conduta e decidir conscientemente realizar ou não um
comportamento semelhante ao observado. Bandura defende que o processo cognitivo
é essencial para a aprendizagem.

Com um célebre estudo realizado em 1961,
envolvendo um boneco insuflável chamado Bobo, Bandura iniciou uma importante
discussão, que ainda hoje se mantém, sobre a aprendizagem de comportamentos
violentos. Provando
que uma criança
imita o comportamento que observa
num
modelo adulto, a experiência com o boneco Bobo mostrou o poder dos exemplos agressivos
em contexto social.
A experiência
envolveu 72 crianças ( 36 rapazes e 36 raparigas), entre os 3 e os 6 anos,
divididos em três grupos, e dois modelos adultos (um do sexo masculino e outro
do sexo feminino)
Em conjunto, Kohler,
Tolman e Bandura chamaram a atençaõ para os aspetos mais cognitivos da aprendizagem, trazendo uma
abordagem complementar ás propostas de
Pavlov, Thorndike e Skinner; entre o estímulo e a reposta existe a dimensão
cognitiva dos indivíduos e o seu espaço mental.
No dia a dia, as duas perspetivas (comportamental e cognitiva) são
fundamentais.
Enquanto na aprendizagem comportamental o enfoque está
apenas nos eventos observáveis, na aprendizagem cognitiva são feitas
inferências sobre os processos mentais que não diretamente observáveis (por
exemplo, mapas mentais de um labirinto).
No primeiro caso, a aprendizagem resulta da associação entre estímulos e
respostas; no segundo caso, a aprendizagem decorre do processamento da
informação ( isto é, o aprendiz procura a informação mais relevante do
estímulo).
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Em seguida vimos um vídeo em que os filhos
imitavam os comportamentos dos pais, tanto bons como maus, refletindo a matéria
falada na aula. E chegamos à conclusão que os filhos tendem a crescer e ser
como os pais eram.
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Depois vimos um vídeo do TED- Learning que
explicava o seguinte
Quando imaginamos o conceito de
aprendizagem aquilo que normalmente nos lembra é um grupo de alunos numa sala
de aula. Contudo, na psicologia a aprendizagem tem outro significado. Para
psicólogos a aprendizagem é a mudança de comportamento a longo prazo baseada na
experiência. Isto distingue-se em condicionamento clássico e condicionamento
operante.
Começaram por explicar o condicionamento
classico que começou com Ivan Pavlov na Russia em 1890, com experiências feitas com cães. Nestas
experiencias Pavlov mostrou um naco de carne aos caes e tocou uma campainha em
simultâneo, passado algum tempo os cães acabaram por associar a campainha com a
carne, isto é aprenderam que sempre que tocava essa campainha iriam ser
alimentados, tanto que a dada altura só por ouvir esse som os cães salivavam.
Aprenderam que ao ouvir o som a expectativa era serem alimentados.

Noutra circunstância, a carne
denominaria-se o estimulo incondicionado e o ato de salivar-se a resposta
incondicionada. Ninguém treina os cães a salivarem-se por causa de comida.
Porém quando combinamos algo que antes seria neutro como um som com um estímulo
incondicionado, o estímulo que antes era neutro transforma-se num estímulo
condicionado. Daí nasceu o condicionamento clássico.
Isto funciona nos humanos de maneira
exactamente igual, imaginemos que vamos ao médico para levar uma vacina e a
enfermeira diz-nos “isto não vai doer nada” e depois experienciamos a maior dor
da nossa vida. Sempre que voltarmos a ouvir essa expressão noutro lugar,
podemos até saber que nada nos vai magoar mas a nossa reação será de pânico,
isto porque quando levamos a vacina e ouvimos aquela expressão ela tornou-se um
estimulo condicionado que combinado com a dor que era uma resposta
incondicionada leva à nossa resposta condicionada de fugir dali para fora.
Por outro lado, o condicionamento operante
explica como as consequências levam a mudanças no nosso comportamento
voluntário.
Neste condicionamento fazem parte dois componentes:
o reforço e a punição.
O Reforço faz com que repetimos as acções
já praticadas, enquanto que a Punição faz com que essa repetição de
comportamentos seja menos provável.
Estes podem ser positivos ou negativos mas
não significa necessariamente que sejam bons ou mais.
Positivos porque adicionam estímulos, isto
pode significar recebermos sobremesa como recompensa por comermos os vegetais.
Negativos porque é nos removido um
estímulo, por exemplo uma noite sem tpcs porque tivemos boa nota num teste.
Imaginemos que depois do jantar ajudamos a
limpar a mesa e a lavar a loiça e a nossa mãe agradece-nos, isto é considerado
um reforço positivo se fizer com que seja mais provável repetirmos a ação
O condicionamento operante rodeia-nos no
nosso dia-a-dia às vezes sem darmos por ele.
Um grupo de cientistas, através do reforço
positivo, ensinaram pombos a escolher
quadros de Monet em vez dos de Picasso. E, quando mostrados quadros de outros
artistas observa-se a generalização de estímulos visto que escolhem quadros
impressionistas em vez dos cubistas.
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Para concluir a aula, falamos um pouco sobre
aquilo que era a Inteligência E falamos um pouco sobre os testes de QI.